Lembre-se de não se esquecer o porque está aqui

Photo by Timon Studler on Unsplash

Esse é um texto de esperança, diante de um fato tão triste. Esse é um texto que não costumo escrever tanto, mas sem filtrar muito, transcrevi meu coração em algumas palavras. Por isso não se esqueça, aquele que nos chamou e escolheu não acusa, mas exorta os seus em amor, para que assumam o seu lugar.

Hoje (17/01/2021) pelos stories do Instagram, ainda as 9 da manhã, eu vi a agonia de um amigo frente a seu pai, que não conseguia respirar por conta do COVID e veio a falecer. A indignação posta aqui é na omissão do socorro diante dessa situação pelas autoridades do hospital em que eles chegaram de SAMU que mesmo com seus gritos, mesmo tateando a porta em desespero, calados, apenas gesticulavam com a cabeça, se negando a abrir a porta para no mínimo, reduzir a agonia do senhor que estava sobre a maca através de algum procedimento, ou até mesmo um respirador manual.

Ele faleceu ali, diante de sua família e de uma porta que não se abriu.

Eu nunca escrevi sobre o covid, minha indignação sobre o que temos vivido como sociedade, mas dessa vez não consegui me conter. Afinal, o que matou aquele pai diante das câmeras, não foi apenas a Covid, mas sim a escolha das pessoas diante de uma pessoa que poderia ter sido salva ou no mínimo acudida com dignidade.

Enquanto continuarmos pensando que a pandemia mortal é uma doença, permaneceremos reféns do grande teatro que mais se parece um experimento social em meio a uma guerra de interesses políticos, ideológicos e de manipulação pela propriedade da verdade. Enquanto governos brigam e manifestam opiniões que há uma década seria um ultraje, o humanismo egoísta desumaniza a cada dia mais o ser humano, o reduzindo a números de óbitos ou curas, para serem usados como ataque ou defesa em matérias sensacionalistas de jornais, aplicativos e influenciadores gananciosos, egoístas e cegamente obedientes, que servem apenas a uma mesma ideologia: corromper princípios, na tentativa de corroer os pilares da verdade através do relativismo inquestionável e implodir o que temos de mais precioso na construção do nosso legado, as famílias.

Enquanto perdemos tempo e vida, perdidos nessa ideia mesquinha que precisamos nos dividir, matando sonhos e famílias por uma dicotomia social que se resume em dois lados, permaneceremos matando sonhos, sacrificando pessoas e imolando princípios. Enquanto não pararmos de nos preocupar com ideologias mirabolantes que em nada constroem um legado social, mas apenas gera um egocentrismo mesquinho e socialmente autodestrutivo, permaneceremos com a vida a mercê das intempéries do tempo, de empresários e governantes que precisam ser cada vez mais criativos em sua persuasão, uma vez que a vacina de Hitler foi suficientemente eficaz na nossa percepção de tirania (ou apenas nos relativizou ao sofrimento e ao pensamento crítico de longo prazo), uma vez que ao invés de fazermos a diferença hoje, vive-se esperando por um Salvador que já veio, concluiu sua obra e nos passou a responsabilidade de continuarmos seu legado e propósito, mas insistimos em crer numa antiquada, romântica e hollywoodiana fantasia de que, não há no que se prender, não há pelo que lutar, não há pelo que sofrer ou se empenhar, se esse mundo já está perdido por completo e Ele virá nos salvar.

Querido, Ele já nos salvou, se não remirmos a Terra, nossa por herança, quem irá? Se não assumirmos nosso papel na sociedade, não podemos reclamar de um mundo que insiste em tentar engolir a Igreja de Cristo, que se esquece de quem é. Já usei essa frase noutro texto, mas é tão atual quanto intensa, como diz James Kennedy: “Se os Cristãos não estão envolvidos, como sal e luz em nossa cultura, um dia nós acordaremos para descobrir que nossa liberdade para viver como Cristãos foi embora.”

Lembre-se da sua identidade! Como está escrito em 1Pedro 2:9: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”, e também em Mateus 16:18:

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;”. Se já somos vencedores com Ele, porque temos nos escondido? O chamado para a ação já foi feito, “veja, os campos já estão brancos, mas quem haverá de colher?”.

Eu não sei você, meu amigo que teve coragem de ler até aqui. Mas ser impactado com esse chamado para uma vida de propósito, como Ele deseja que seja, Ele que já comprou a minha vida e se estou respirando todas as manhãs é porque sei, Ele me permitiu escolher por fazer a sua vontade, mais uma vez…me faz querer fazer muito mais do que já fiz, como se até agora nada tivesse feito, porque por nossa omissão, nossa sociedade tem vivido tragédias mudas, como a que meu amigo viveu hoje. Eu não sei você, mas eu escolhi que não tenho opções, que não seja alinhar minha vida e minha agenda com a dEle, buscando o que como a Palavra diz sobre Davi, que foi segundo o coração (leia-se agenda) de Deus.

Que nesse dia 17 de Janeiro, como dizem os poetas “Os Arrais”, possamos olhar a tristeza nos olhos e sorrir, sabendo que o caminho será escuro, mas que Cristo é a luz do mundo. Deixe Ele te falar quem você é, para que a cruz esconda quem você não é.

Ah, e o maior spoiler de todos! Não apenas no final, mas em toda a história, o nosso Rei já venceu!

Designer Cristão escrevendo sobre sua relação com o Reino, Branding, Criatividade, Negócios, Design e Tipografia. Conta alt. @LostEmpire

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