Vivendo a vida adoidado

Photo by Joe Yates on Unsplash

faz um bom tempo que não escrevo. Tenho visto, lido e ouvido um grande rompimento de dons entre as pessoas. Dons, chamados, propósitos…e o que é isso de fato se não uma vida abundante? É claro, desde que de fato vivida como deve ser. Esse será um outro assunto, mas vi-me totalmente compelido a escrever, desde os últimos acontecimentos que aqueceram o mundo, por uma espécie de nova modalidade de guerra fria, tecnológica e cultural, onde os troféus que estão em jogo não são cifras ou territórios, mas voz e influência.

Como bem sabemos, voz e influência tem o poder de gerar vida e morte, arrastar multidões, gerar ou destruir culturas. Não estou aqui para defender atitudes políticas, intenções pessoais ou partidárias, mas para te levar comigo ao pensamento por uma outra perspectiva.

Lemos tantas mensagens, manifestações nas mais diversas plataformas, mas talvez o volume de informações seja tão extenso que não paramos para refletir na sua profundidade e extensão, uma vez que até mesmo a exposição que nos satura, pode turvar nossa visão e a capacidade de absorver e entender o que sempre esteve diante dos nossos olhos. Hoje, o nosso maior erro, julgo eu, é exatamente esse; ver, porém não enxergar.

Sabemos que está escrito que “o meu povo se perde por falta de entendimento” e ao entendermos que a Verdade é Cristo e o mesmo é a Luz do mundo, ora, a falta de entendimento (ou ignorância) são a oposição disso, ou trevas. E assim nos escondemos pelo tempo. É um tanto quanto peculiar entender isso nesse tempo onde pessoas são silenciadas e outras levantadas, quem vencer a guerra, será capaz de determinar o que será tido por verdade. Mas onde estamos nisso? Onde está a igreja do Leão da tribo de Judá?

Acredito que estou escrevendo num grande mix de sensações que traspassam da profunda sensação que me mantive morno por tempo demais e preciso remir tempo que Ele me deu ao máximo (a não ser que queira ser como o servo que possuía apenas um talento e até o que não tinha lhe foi tirado) e chegam ao vislumbre de observar o quão poderoso é, saber que nosso Rei em pessoa, esteve entre nós, venceu a guerra e nos entregou domínio para fazermos como Ele fez. Mas o que eu tenho feito com isso? O que tenho contribuído para o seu corpo? Talvez, agora, pelo menos escrevendo. Nós, igreja, eklesia e herdeiros da cultura do nosso Deus e Pai, somos os responsáveis pela história que é escrita, mas essa caneta não tem estado nas nossas mãos. Isso não é um texto condenatório ou de julgamento, muito pelo contrário. É o relato do pensamento tão palpável e real que nunca foi tão necessário, propício, real e intensas as possibilidades da manifestação do Reino. Esse é o nosso momento!

Mas insistimos por tempo demais em ser luz e sal dentro das nossas igrejas, enquanto Ele nos pediu para irmos à Terra, ser sal e luz à todas as etnias, culturas, profissões e áreas da sociedade. Como diz James Kennedy: “Se os Cristãos não estão envolvidos, como sal e luz em nossa cultura, um dia nós acordaremos para descobrir que nossa liberdade para viver como Cristãos foi embora.”

É no mínimo razoável e possível de imaginar que estejamos vivendo os tempos que estão descritos no livro de 2 Timóteo no capítulo 3;

2 Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios,

3 sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem,

4 traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus,

5 tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.

e também no capítulo 4 do mesmo livro:

3 Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.

4 Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Esse é o momento de nos posicionarmos pela liberdade. Ele nos libertou, por isso devemos ser verdadeiramente livres, e não entregar essa liberdade de bandeja ao primeiro vento de humanismo e contra cultura que posiciona os cristãos como antiquados ou outros adjetivos. Pensamos que esse é um dilema atual, mas a igreja nasceu assim, de pessoas que dão as suas agendas e suas vidas pelo que realmente vale a pena. Por isso, como diz JB Carvalho, “se continuarmos pregando um evangelho que evitam as controvérsias culturais […] Se não nos envolvermos com os assuntos quotidianos da vida, eu sinto lhe informar que vamos nos tornar a escória da sociedade”.

O que isso tem a ver com viver a vida adoidado?
É óbvio! Quem é louco o suficiente para viver da exata forma que seu Rei, Criador e Pai, o criou, comprou e remiu para ser? Quem é ousado o suficiente para se satisfazer e se bastar na vontade daquEle que criou todo o tempo para que seja remido pelos seus filhos maduros, que toda a criação anseia ver sua manifestação? Quem será aquele que vai viver a vida abundante que Ele mesmo prometeu para todos? Sim, é para todos, bem como a promessa de que seus planos são de paz e não de mal, e que se o seu povo, que se chama pelo seu nome, se humilhar e orar, se converter de seus maus caminhos, Ele ouvirá dos céus e irá curar a terra.

Dá trabalho não ser um seguidor de Cristo morno, vai doer por diversas vezes, mas existe plenitude maior que essa? Viver pelo seu propósito diário? Te garanto que a vida abundante não está reservada para os céus, mas sim pra ser vivida aqui.

Sim, é pra mim e pra você, hoje.

Eu não sei você, mas eu já passei tempo demais jogando minha relevância pra debaixo do tapete. Se eu não for relevante hoje, estou jogando meus dias no lixo.

Vamos ensinar o mundo o que é viver adoidado?

Tem um podcast do Just Church sobre isso aqui:

Designer Cristão escrevendo sobre sua relação com o Reino, Branding, Criatividade, Negócios, Design e Tipografia. Conta alt. @LostEmpire

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